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Pandemia Corporativa

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Escravidão e Exploração são o que há de mais importante. Que se dane o resto. Imagens do Pixabay. Arte feita no canva.com

Poema Por Antiácido Corrosivo

Pessoas
São seres humanos ou quase.
Casmurros, Taciturnos, Sentidos.
Em passos marcados, comprometidos.
Marcados da vida como gado tenaz
Que, com um esforço gigantesco
ainda conseguem tentar ser boas.
Reconfortante, se não fosse grotesco.
Sempre atrás de um ou outro êxtase,
buscando sanar aquele impasse
que ao nosso interior implode,
enquanto espera que a chuva passe.
Alguns ainda carregam a esperança,
mas não podendo mais do que faz
e não fazendo mais do que pode,
assim jamais saíram da dança.
São todos aqueles que correm
inocentes, persistentes, sencientes,
uns mais, outros menos conscientes..
E um belo dia morrem.

Pessoal
É o que a Corporação vê em nós.
Sem fazer distinção da raça
e independentemente da crença,
sujeira, um amontoado de pós.
Gentinha sem a menor importância.
Assim nos cavalgam como camelos.
Somos uma enorme massa de acéfalos.
Ratos imundos empesteando o porto.
ou quando muito, nada em especial.
Só úteis para suprirmos sua Ganância.
Só mesmo uns cães sarnentos
envoltos em nosso cobertor.
E que só trabalhemos então
já que está aí nossa beleza, nosso valor
Só mesmo mais um número morto
Não merece nenhuma forma de amor
Só mais um vetor de produção
Buscando ingenuamente a identidade
No olho de um furacão.

Pessoinhas
Ninguém consegue gostar delas.
Apenas fingem poder aguentá-las.
enquanto precisarem suportá-las.
São aquelas bem mesquinhas
Que mandam nos que comandam
Elas abafam, abalam, arregaçam
Elas criam muita enchente.
Em meio a repetitivas querelas
como podemos seguir em frente?
A arrogância prepotente caprichosa,
apesar de tão demente e tão garbosa,
dá o extremo poder do qual desfruta.
Grandissíssimos filhos da puta!
Vomitam nos operários os seus germes
Tomam por estúpido o experto
Do que sai da boca destes vermes
tem inveja o próprio rabo.
Ninguém os quer por perto
Nem mesmo o próprio Diabo.

Peçonha
É o sutil e monstruoso veneno
Sendo tudo aquilo que nos destrói
o todo que corrompe, desgraça, corrói
e nos provoca tamanha vergonha
Gangrenas de lambe-botas e pessoinhas
Sempre aí para cumprir seu intento
propagando a doença, a miséria..
Drenando e exaurindo o nosso alento
Convertendo nossas antes vidas
Em podre e incólume agonia
De maneiras tão mesquinhas
Mas as vezes são necessárias
Algumas delas geram euforia Intensa
Se bem que a isso me acostumo.
Trago de droga, bebida ou de fumo
Nos ajuda a ver, anestesiar, digerir.
Morrer no abuso de uma substância
ou viver de cara limpa a intolerância?
Não sei o que é pior.

Pestilência
É aquilo que nos sobra.
Tudo o que nos espera nessa vida.
Dedo bem podre na exposta ferida.
Vinda de nós ou dos outros mesmo
É para todos uma enorme festa.
Sobre todos aqueles que passam
Em tudo o que imaginamos a esmo.
São micróbios que se alastram.
Corram! Saiam todos de perto!
O Contrato está mais do que certo:
É tudo uma espécie de dança.
Projeto nenhum nós completamos.
Mas teremos nosso fugaz prazer
Crendo que foi, é e será esta exigência
Como se eu já não o fingisse assim
Como se não houvesse nenhum dever
E não havendo esperança para mim
O que nos resta é sentar, beber, fumar
e esperar pelo fim.

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