Ela Ainda Vai Me Matar – She Still Gonna Kill Me

Uma Breve Tragicomédia Entre os Sonhos – A Brief Tragicomedy Between Dreams

Conto por Antiácido Corrosivo – A Tale by Corrosive Antiacid

You are entering now in the Twilight Zone… Imagem do FreePik – Image From FreePik

VERSÃO EM PORTUGUÊS

Talvez por causa do sono, da saudade ou uma empolgação repentina que Albert foi dormir naquela noite e sonhou que estava em uma festa bem chique com a sua esposa e o seu pai. O lugar era lindo. Era uma cobertura no centro da cidade, próximo a uma padaria aonde funcionava um cerimonial muito bonito.

Ele se arrumara em casa, junto com a esposa. Por fim ela ajeita as suas abotoaduras e ele coloca o colar nela. Ele pega a carteira e as chaves do carro. Já ela pega também uma carteira e verifica se todas as luzes foram apagadas.

Desceram para o estacionamento, entraram dentro do carro e foram para a festa. Comeram, beberam, se divertiram bastante e até dançaram. Muitos rostos conhecidos da maçonaria estavam lá. E durante aquele breve período de tempo não havia mais doença, não havia mais problemas de saúde. Apenas alegria e regozijo. Todos estavam felizes tendo uma excelente noite.

Ele não conseguia conter o encanto:

-Putz! Ela está dançando mesmo! Deve estar curada, mas está aí escondendo o jogo. Ela ainda vai me matar…

Até que pelas tantas horas, a sua esposa o pediu para ir à padaria pegar alguma coisa para ela. A padaria ficava na mesma rua do cerimonial, uns 100 metros à frente. Mas sabe-se lá porque ela ainda estaria aberta a esta hora da noite. Mas ele estava com um preguiça terrível.

-Ela ainda vai me matar, pensou.

Enquanto andava em direção à padaria, Albert acorda deste sonho e começa a embarcar em outro sonho. Todas as cores foram desaparecendo e ficando em escala de cinza. E a noite se tornou tarde. Ele caminhava até a padaria de maneira ritmada e soturna. Em dado momento começou a se sentir muito mal. Sua mente ficou tomada de apatia, angústia, tristeza e desespero tremendos.

Apesar do caminho do Cerimonial para a padaria ser bem curto, ele andava, andava e não chegava nunca. E era tanta angústia que tirou do bolso um saboroso maço de Marlboro e fumou um cigarro. Deu mais um tempo e fumou outro (de onde surgiu o maço de cigarros, também não fazia ideia). Aquela rua tinha se tornado uma estrada sem fim.

Mas alguma coisa estava muito estranha.

E ele pôde “pensar com seus botões”:

– Putz! Eu fumei. Se ela souber ainda vai me matar!

E então pensou: esperaria mais um pouco e iria para lá depois (como se fosse necessário, já que o caminho demorou tanto para chegar que quando ele o pegasse de volta, o cheiro já teria sumido, né?)

Mas a tristeza foi só crescendo e ele foi ficando cada vez pior. Se esqueceu do que precisava pegar na padaria, não conseguia digitar o número da esposa para se lembrar do que foi dito. Suas mãos trêmulas, mal conseguiam segurar o celular. Seus olhos piscavam muito e sua pupila não repousava entre a dilatação e a retração. Ele respirava pesado e continuado, muito rapidamente, como se pressentisse que algo muito ruim estava para acontecer.

Era tanta tristeza que o infeliz não conseguia ir para lugar nenhum. Nem conseguia ir na padaria e nem conseguia ir de volta para festa. Estava no limbo entre dois sonhos: um colorido e iluminado e outro cinza e sem vida.

Apenas conseguiu sentar no degrau de entrada/saída da Padaria e ficar olhando para a festa na cobertura e os fogos que soltavam lá aonde estava tudo no sonho colorido, enquanto ele chorava profundamente em silêncio no sonho cinzento.

-Ela ainda vai me matar! Pensava Albert.

Até que vem de dentro da padaria o seu pai. Ele tinha ido lá comprar alguma coisa também e estava voltando para festa. Ele sentou no degrau, conversou com Albert e o consolou. Depois disso tudo se apaga…

Ele acorda do sonho. Estava dormindo no sótão da casa do pai dele. Mas era apenas mais um sonho. Eles tinham voltado da festa e dormido lá. Foi só um sonho ou mais um sonho? Mas ainda estrava apreensivo.

Ele desceu as escadas para tomar café da manhã e encontrou a sua esposa lá deitada, acordada, mexendo no celular, como sempre fica. Se aproximou dela e ela começou a falar. Mas antes não tivesse ido até ela… Ela terminou com ele. Desmanchou o tão feliz casamento no qual parecia que teria se curado. Mas falou que morreria em breve e tinha que liberá-lo do seu juramento para que ele vivesse sua própria vida. E disse que ia embora da vida dele de qualquer jeito, seja divorciando, seja fugindo, seja morrendo. E que ele estava livre a partir daquele momento para seguir o seu caminho.

Furioso e entristecido, Albert só conseguia pensar:

-Ela ainda vai me matar! Como pôde falar aquilo comigo? Demoraram tanto para nos firmarmos na vida e quando estávamos finalmente curtindo, no melhor dos seus momentos juntos, ela vem e fala isso comigo…

Outra vez vem o transtorno e a tristeza. Não havia mais o que fazer. Mas sempre foi essa a história da minha vida: quando as coisas realmente ficam boas, alguma coisa acontece e o obriga a ir embora no melhor da festa. Talvez ele estivesse fadado ao fracasso e à frustração.

E o pai dele sabia disso. Por isso que o consolou na padaria do sonho passado enquanto ele chorava porque pressentia um trágico fim no sonho anterior.

Ele começou a ficar louco e de repente tudo voltou a ficar preto e de novo acordou em seu quarto da Inglaterra. Estava em casa. Mas aquilo era sonho ou realidade?

E eis q a sua esposa sai da cama e some. Estaria ele sonhando de novo?

-Vou ficar aqui até algo acontecer, ele pensou.

Ela demorava a voltar. Ele se sentia largado, deixado no canto.

-Ela me deixou. Agora estou sozinho. Mas ainda vou esperar aqui algo acontecer na minha vida.

Até que depois de alguns minutos ele ouviu o barulho da descarga do banheiro… Ele não estava sozinho. Ela veio e deitou na cama de novo. Eu perguntei para ela se era real ou não. E ela disse que sim. Ele se beliscou e constatou que tudo aquilo era real. Finalmente tinha acordado de todos os sonhos.

Que sufoco! Depois dessa aventura atravessando diversos sonhos interconectados, perguntei se ela era mesmo real. E tudo que ela me disse era para ele dormir que ele estava delirando.

-Ela ainda vai me matar. Ele suspirou antes de virar para o outro lado e tentar a voltar a dormir novamente.

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VERSION IN ENGLISH

Maybe because of the sleepiness, or the missing feeling or a sudden empolgation that Albert had gone sleep on those night and dreamt that He was ina a big and suntuous party with his wife and father. The place was so beautiful… A buiding’s roof in the Downtown, next to a baker shop, where had a incredibly beautiful Ceremonial.

He got dressed with his wife at home and in the end she gently puts his cufflinks and after he put the collar on her. He got his wallet and the car’s keys. She also tooks her littlelest purse and looked if all the lighs were off.

They went down to the garage, entered in the car and gone to the party, where they eat, drink, talk with another guests, daced and had a lot of fun. Many known freemason’s faces were there. During those period of time she had no ill, no health problems. Only Rejoice and joy. All were very happy, having an excellent night.

He coudn’t contain his contentment, even in the latin music time:

-Ai Caramba! She is dancing! She’s really dancing! She must be healed, but is here, just holding her game. She still gonna kill me…

In certain moment, his wife asked you to go to the baker shop taking somethig to her. Although it stay in the same street of the Cerimonial, maybe 100 meters ahead. But I didn’t know it was open until that hour. But he was with a terrible laziness…

-She still gonna kill me, he thought.

While going to the baker shop, Albert wakes up from this dream and starts entering in another dream. All the colours were fading away and everything became grey scale. And the night bacame afternoon. He walked to the baker shop in a rhythmed and gloomy. In certain moment he started to feel terribly bad. His mind became possessed by extreme apathy, anguish, sadness and despair.

Although the way was very short , he walked, and walked and never reached his destiny. And the anguish was so strong that he coud only thought in smoking. So, as ina a magic trick, he drawed a box full of cigarettes and smoked one. After some more time he smoked another one. That street had became an endless road.

But something was very strange. And He could think with his head:

– Damn! I smoked. If my wife knows it she kills me!

And he thought: he would wait a bit more and went back after to the party (what dialoging with the author’s vision, it’s unnecessary, taking in consideration that he took so long to get to the baker shop that when he had back to the party, the smelling would be gone already, woudn’t it?).

But the sadness was growing and he becaming every time worse. He forgot what he should make in the baker shop and he couldn’t call his wife to remind it. His shaking hands couldn’t hold the mobile. His eyes blinked too much and his pupils didn’t stabilize between retraction and dilatation. He breathed heavy and continued, hyperventilating as he could sense that something terribly bad would occur.

It was so much agony that the happyless cound’t even go to nowhere, nor to the baker shop, nor to the party. He was in a limbus between 2 dream worlds a bright and colorful and a grey and lifeless.

He just could sit on the step of the baker shop and look to the party on the Roof and its fireworks in the light dream while he deeply cried in silence in the dark dream.

-She still gonna kill me! Albert thought.

Until someone appears in the baker shop: It was his father. He was there to buy something too and was going back to the party. He sat on the step with him, talked to him and conforted him. An then comes the fade out…

Albert woke up from both dreams. he was sleeping in the attic of his father’s house. But it was only more a new dream. It was a dream ou one more dream? He already didn’t know the difference anymore. But they had come from the party and slept there. But he was also aprehensive.

He went down the steps to take some breakfast and his wife were there layed down looking at her cell phone, as she usually do. He got next to her and started to talk with her (but why?) And then she broke up with him. Dismantled the so happy marriage in which shee looked like healed. But said she would die soon and she must release him from his oath to let him live his own life. And said that she woulg go away from his life anyway: divorcing, fleeing or dying. In that moment he was free to go his own way.

-She still will kill me! Albert hammered in his head. How could she talked that with him? They took so long to get firm on life and when they were finally having some fun, in the starting of their best moments together, she cames and talk this to him.

Again comes disruption and sadness. There wouldn’t more what can do. But this always was the story of his life: when the things are really good, something happens and obligates him to go away in the best of the party. Maybe he was condemned to faillure and frustration.

And his father knew it. It was because he appeared and conforted him while he suffered in the bakershop.

He started to get insane and suddenly everything got black and He woke up in his room in England. He was home. But was it dream or reality? His wife got out of the room and wet away.

What happened. Would He dreaming again?

-I will stay here until something happen, he thought.

She tooks so long to get back. He felt left, abandoned in the corner.

-She left me. Now I’m alone. But I’ll wait here something happen in my life! Albert thought.

Until after more time he heared the song of the flush in the toilet… He was no alone. And then she cames and layed down in bed again. He asked her if she was real or not. She said yes, off course. He pinched his arm and saw that everything was real. Finally he had awoke of every dreams.

What a situation! After this adventure transposing many interconnected dreams, when I ask if she was real for real, she treated him as he had some mind problem.

-She Still Gonna Kill Me. He thought for a last time before he turned to the other side for trying to sleep again…

#conto # cronica #texto #tragicomedy

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